O Coxinha – uma análise sociológica

Um fenômeno se espalha com rapidez pela megalópole paulistana: os “coxinhas”. É um fenômeno grandioso, que proporciona uma infindável discussão. A relevância do mesmo já faz com que linguistas famosos se esforcem em entender a dinâmica do dialeto usado por esse grupo, inclusive.

Afinal, quem são os coxinhas, o que eles querem, como esse fenômeno se originou?

O que eles são?

“Coxinha”, sociologicamente falando, é um grupo social específico, que compartilha determinados valores. Dentre eles está o individualismo exacerbado, e dezenas de coisas que derivam disso: a necessidade de diferenciação em relação ao restante da sociedade, a forte priorização da segurança em sua vida cotidiana, como elemento de “não-mistura” com o restante da sociedade, aliadas com uma forte necessidade parecer engraçado ou bom moço.

Os coxinhas, basicamente, são pessoas que querem ostentar um status superior, com códigos próprios. Até algum tempo atrás, eles não tinham essa necessidade de diferenciação. A diferenciação se dava naturalmente, com a absurda desigualdade social das metrópoles brasileiras. Hoje, com cada vez mais gente ganhando melhor e consumindo, esse grupo social busca outras formas de afirmar sua diferenciação.

Para isso, muitas vezes andam engomados, se vestem de uma maneira específica, são “politicamente corretos”, dentro de sua noção deturpada de política, e nutrem uma arrogância quase intragável, com pouquíssima tolerância a qualquer crítica.

A Origem

Existem muita controvérsia a respeito do tema. Já foram feitas reportagens para elucidar o mistério, sem sucesso, mas é hora de finalmente  revelar a verdade a respeito do termo.

 A origem do termo “coxinha”, como referência a esse grupo diferenciado, não tem nada de nobre. O termo é utilizado, ao menos desde a década de 80, para se referir aos policiais civis ou militares que, mal remunerados, recebiam também vales-alimentação irrisórios, também conhecidos como “vales-coxinha” (os professores também recebem, mas não herdaram o apelido). Com o tempo, a própria classe policial passou a ser designada, de forma pejorativa, como “coxinhas”. Não apenas por causa do vale, mas por conta da frequência com que muitos policiais em ronda, especialmente nas periferias das grandes cidades, acabam se alimentando em lanchonetes, com salgados ou lanches rápidos, por conta do caráter de seu serviço.

Reação da coxinha, o salgado injustiçado, ao ver seu nome associado ao grupo social

Os policiais, apesar de mal remunerados, são historicamente associados à parcela mais conservadora da sociedade, por atuarem na repressão aos crimes, frequentemente com truculência. Com o a popularização de programas policialescos como Aqui Agora, Cidade Alerta e Brasil Urgente, o adjetivo coxinha passou a designar também toda a parcela de cidadãos que priorizam a segurança antes de qualquer outra coisa. Para designar essa parcela que necessita de “diferenciação” e é individualista ao extremo, foi um pulo.

Expoentes

Não cabe citar socialites ou coisa do tipo. São pessoas que vivem em um mundo paralelo essas daí. Mas vou citar três criadores de tendências no universo coxinha:

1) O “engraçado”: Tiago Leifert

Um exemplo do que o Tiago Leifert trouxe pro jornalístico Globo Esporte: apostas babacas envolvendo a seleção da Argentina

Uma característica importante do coxinha padrão é tentar ser descolado, descontraído e não levar as coisas a sério. E nisso o maior exemplo é esse figurão da foto acima. Filho de um diretor da Globo, cavou espaço na emissora para introduzir o jornalismo coxinha na grade de esportes da Globo. Jogos de futebol valem menos do que as piadas sem graça sobre os jogos, metade do Globo Esporte é sempre sobre vídeo-game ou sobre a dancinha nova do Neymar, e TUDO vira entretenimento, não esporte.

Prova disso são declarações do próprio, como a declaração em que ele diz que não leva o esporte a sério, ou quando fala que o Brasil não é o país do futebol, é o país da novela. Isso revela duas características do coxinha default: ele não aceita críticas (e isso fica claro pelo número imenso de usuários bloqueados no Twitter pelo Tiago Leifert – incluindo este que vos escreve) e ele não tem conteúdo, provocando polêmicas para aparecer. Tudo partindo, obviamente, da necessidade quase patológica de diferenciação.

2) O “bom moço”: Luciano Huck

A aparência de bom moço – só aparência

O apresentador, que revelou beldades como a Tiazinha e a Feiticeira na Band, na década de 1990, virou, na Globo, símbolo do bom-mocismo coxinha. Faz um programa repleto de “boas ações”, que, no fundo, são apenas uma afirmação de superioridade, da mesma forma que a filantropia dos Rockfellers no início do século XX. Puro marketing.

Quando você reforma um carro velho ou uma casa, além de fazer uma boa ação, você se autopromove. Capitaliza com o drama alheio mostra que, além de “bondoso”, você é diferente daquele que você está ajudando. Como preza a cartilha do bom coxinha.

Além disso, Luciano Huck é a representação da família bem sucedida e feliz. Casado com outra apresentadora da Globo, Angélica, forma um dos “casais felizes” da emissora. Praticamente uma cartilha de como montar uma família coxinha. “Case-se com alguém bem sucedido, tenha dois ou três filhos, e leve eles para festinhas infantis junto com outros filhos de famosos”.

Para se mostrar engajado e bom moço, Huck deu até palestra sobre sustentabilidade na Rio+20. Irônico, pra quem foi condenado por crime ambiental, em Angra dos Reis. Ele fez  uma praia particular sem autorização. Diferenciação, novamente. Isolamento. Características típicas do coxinha default. Assim como “ter twitter”. Mas o twitter dele é praticamente um bot, só serve pra afagar seus amigos famosos e mandar mensagens bonitinhas.

3) A “Coxinha Política”: Soninha Francine

Soninha, em evento do PPS: “onde foi que eu me enfiei?”

O terceiro e último (graças a Deus) exemplo de coxinha é a figura da imagem acima. Soninha Francine deve ser o maior caso de metamorfose política do Brasil. Até 2006 era petista convicta, mas o vírus da COXINHICE já afetava seu cérebro, a ponto dela sair na capa da Época em 2001 falando “eu fumo maconha”, provavelmente por um brilhareco.

Daí ela saiu do PT, entrou no PPS, caiu nos braços de José Serra e do PSDB paulista e se encontrou. Tenta conciliar a fama de “descolada”, adquirida nos anos como VJ da MTV, com uma postura política típica de um coxinha padrão: individualista e conservadora. E, pra variar, manifesta tais posturas via… Twitter. Emblemático foi o dia em que Metrôs BATERAM na Linha Vermelha e ela, afogada em seu individualismo, disse que não encarou nenhum problema e que o Metrô estava “sussa”. Assim como a acusação de “sabotagem” do Metrô às vésperas da eleição de 2010.

Soninha ajuda a definir o estereótipo do coxinha default. O coxinha tenta de forma desesperada parecer um cara legal, descolado e antenado com os problemas do mundo. Mas não consegue disfarçar seu individualismo e sua necessidade de diferenciação. Não consegue disfarçar seu rancor quando os outros passam a ter as mesmas oportunidades e desfrutar dos mesmos serviços que ele.

Conclusão

O coxinha é um fenômeno sociológico disseminado em vários lugares, mas, por enquanto, só “assumido” em São Paulo (em outras cidades, os coxinhas ainda devem ter outros nomes). Não por acaso, tendo em vista que São Paulo é um dos ambientes mais individualistas do Brasil.

São Paulo é uma das cidades mais segregadas do país. É uma cidade de grande adensamento no centro, com as regiões ricas isoladas da periferia. A exclusão é uma opção dos mais ricos. Eles não querem  se misturar com o restante da população. E, nos últimos anos, isso ficou mais difícil: não dá mais pra excluir meramente pelo poder econômico. Daí, é necessário expor um personagem, torná-lo um padrão, pra disseminar essa mentalidade individualista e conservadora: é aí que surge o coxinha.

E isso é bom. Porque o coxinha, hoje, é exposto ao ridículo pelo restante da sociedade. Até algum tempo atrás, ele era apenas um personagem latente. Ele não aparecia, portanto, não podia ser criticado ou ridicularizado. No final, o surgimento dos coxinhas só reflete a mudança do nosso perfil social. E, por incrível que pareça, o amadurecimento de nossa sociedade.

451 comentários sobre “O Coxinha – uma análise sociológica

  1. coxinhas não entendem o que é ser coxinha. Fui no cinema com a minha irmã e com a filhinha dela de 2 anos, mas não tinha lugares continuos suficiente para as três, então a gente pediu para o moço que tava se empanturrando de coca-cola com pipoca com a namorada para eles irem uma cadeira para o lado para que a bebê pudesse sentar com a gente. O coxinha respondeu com raiva e querendo impressionar a outra coxinha “eh? PARA QUE?”, eu respondi que era para que a gente pudesse sentar. Ele ignorou. Minha irma teve de ficar o filme inteiro com a bebe no colo, e o pior, do lado do coxinha!

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    • Uma criança de dois anos não deveria estar num cinema. Não entende, se aborrece, e ainda pode dar escândalo caso fique entediada, prejudicando a experiência dos outros que pagaram pra assistir ao filme. O coxinha foi desagradável sim, mas seu julgamento “se empanturrando de pipoca com coca-cola com a namorada” também é. E daí se ele estivesse comendo a pipoca e a coca-cola que ele comprou? Isso também é defeito? Comentário desnecessário. Ele pode não gostar de criança ou ser um chato de galochas. Eu até teria mudado de cadeira para não me aborrecer, mas preste atenção: criança pequena é imprevisível, geralmente não gosta de ter que ficar muito tempo sentada sem fazer nada, se chateia, chora, e é egoísta da parte dos pais enfiá-las em lugares assim onde elas não estarão felizes. Deixassem a neném em casa com alguém da família ou pagassem uma babá. Ninguém é obrigado a mudar de lugar pra te favorecer, com ou sem criança. Quer variedade de assentos? Chegue mais cedo na sala de projeção, ué. Direitos iguais.

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      • Ora, acho que ela pode sim levar a criança ao cinema, e o suposto coxinha, tbm pode querer não ser encomodado, levantando-se pra deslocar-se, agora, vc criticar a pessoa por levar a criança ao cinema, porra que rancorismo todo é este, isto sim é uma atitude de coxinhas.

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      • “…Direitos Iguais.”. Assim você findou sua resposta. Mas no início, disse que “criança de dois anos não deveria estar num cinema”. Quanto contra senso…

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  2. Bem, até onde sei, o termo coxinha vem dos motoboys. Coxinha é o bacana que não tem força nas pernas para dar a partida, então usa moto com partida elétrica… daí todas as inferências…
    Acho que o pessoal que recebe o vale coxinha não é o nosso “coxinha”, porque “coxinha” é mais classe mérdia. O pessoal da segurança (que recebe o tal vale) tá mais é seco pra dar porrada nos coxinha.

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  3. Muitos se “doeram” com o texto. Mas a verdade é que tem muito coxinha fazendo comentários aqui…rs
    Perceber a guerra psicossocial por trás desses perfis citados no texto não é p/ qualquer um, muito menos p/ aquele pessoal que se acha esperto, e que diz que não é de esquerda, nem de direita, mas é um p%$# de um pequeno burguês inrustido….rs

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    • Na mosca. Esquerdistas geralmente se identificam com tais e não escondem suas ideologias políticas mas os de direita, sentindo-se anacrônicos, ultrapassados, na mira da grande massa, negam publicamente o que são mas alimentam intimamente delírios do tipo: a volta da ditadura, a recriação da ARENA, a separação de estados do Brasil para a criação de novos países “auto-suficientes”, longe da invasão de forasteiros – leia-se nordestinos, negros e até minorias distoantes de seu padrão de normalidade – cura gay, filiação a alguma igeja, seita ou clube exclusivo como forma de padronização e rotulação social e por aí vai. São a negação da negação da negação porque não sabem mais o que afirmam e então entram num processo de negarem-se continuada e ostensivamente mas secretamente alimentam seu comportamento doentio facilmente identificado por suas atitudes narcisistas e de eterna auto-afirmação. Quem vive deste jeito é doente mental, com personalidade dividida. E são também um prato cheio para a chacota e a trollagem de quem tiver paciência de avacalhá-los de vez em quando para que não percam o contato com a realidade.

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  4. Para os fas do Luciano Hulk, que dizem que nao importa os meios e que acham que o apresentador esta fazendo o bem, leia a reportagem sobre a fraude que é o programa lata-velha, os processos contra a rede globo. Me desculpem, mas esse pensameno é o mais ingenuo que eu ja ouvi.

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  5. Cara esse termo é utilizado a muito tempo para identificar policiais, mas a aplicação deste termo para identificar outros “indivíduos” foi difundida no meio motociclístico, ao menos desde 2006/2007, na época do falecido Orkut, em especial na extinta comunidade “Harley-Davidson”, onde os “coxas” eram trollados sem perdão, agora também é utilizado pelos “alternativos” para identificar a “playboyzada”, falando nisso, estes “alternativos de butique” são outro pé no saco, moram no Morumbi, em Alphaville, no Itaim e vivem pregando a filosofia do “comunismo de butique”, povo chato…

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    • Cara, foi provavelmente o melhor comentário nessa discussão toda. Eu realmente não sabia dessa discussão.

      O “comunista de boutique” ou “punk de boutique” é um tipo muito comum pelo menos há uns dez anos. Em 2002 mesmo, eu tinha colegas que faziam tipo de revolucionário, usavam camisa e boina do Che Guevara, mas faziam aula particular de dança de salão “pra saber dançar e pegar a mulherada” (sic) e iam nas baladas mais caras da cidade. Hoje muita gente se define como “alternativa”, de 2005, 2006 pra cá surgiu com bastante força o “hipster” também.

      Enfim, são todas variações de um mesmo tipo, que tenta se afirmar com base nas aparências e tal. Óbvio que muitos fazem isso de forma inconsciente, sem nem perceber o papel que estão fazendo. Na real é um grande reflexo dos valores de nossa sociedade, que valoriza mais a posse e o consumo do que o ser legal com os outros e amável com todo mundo.

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    • Mandou muito bem, é o mais autentico resumo da ópera, tem muito neguinho ditando o que não vive, não sabe e não conhece, eu tbm não tolero esta cambada, vamos viver a vida e cada um fazer o seu da melhor maneira.

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    • O termo “coxinha” foi criado por bandidos querendo deligitimizar a policia através de uma caricatura negativa.

      Os esquerdopatas como o author deste blog adoraram a ideia.

      Por que será?

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      • Cara da onde você tirou isso???

        O comentário do autor nada tem haver com política!!!

        Use sua massa cinzenta, pelo amor de Deus!!!

        Como Jurista, de ideologia política conservadora e de centro, fico enojado com comentários de baixo nível intelectual, abomino tanto xiitas de esquerda, quanto xiitas de direita, hoje em dia a preguiça de se desenvolver um raciocínio é imensa, tanto na pseudo esquerda, quanto na pseudo direita…

        Está difícil viver no Lisarb, cada dia estou mais cercado de idiotas funcionais tanto de direita quanto de esquerda.

        Não conheço o autor e também não tenho costume de publicar comentário com pseudonomes…

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  6. Só para ilustrar com um caso peculiar: aqui em Belo Horizonte, no ano passado, houve um caso de corrupção na Câmara de Vereadores envolvendo o presidente da Casa, que ficou conhecido como “o caso da coxinha”… Ele justificou o uso de R$ 62 mil de verba indenizatória com com compra de lanches, apresentando notas fiscais de um buffet de propriedade da madastra dele… O caso revoltou tanto a população, tendo em vista muitas outras irregularidades que vinham sendo praticadas na Câmara, que houve até marchinha de carnaval denunciando o abuso: a música “Na coxinha da madastra”, do compositor Flávio Henrique, virou hit do Carnaval… E sabe qual é o nome do vereador em questão? Léo Burguês! Dá pra acreditar? Coxinha é um adjetivo muito apropriado para o dito-cujo…
    http://g1.globo.com/minas-gerais/carnaval/2012/noticia/2012/02/inspirada-em-denuncia-na-coxinha-da-madrasta-e-hit-no-carnaval-de-bh.html

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  10. “… São Paulo é um dos ambientes mais individualistas do Brasil….” quem escreveu isso não conhece Curitiba e os curitibanos …

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    • Sou curitibano e para nós aqui, “coxinha” é quem torce para o Coxa. Ou seja, quem torce para o Coritiba. Nós não estamos nem ai pra vcs paulistas!!!

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      • A questão aqui não envolve opinião de paranaenses sobre os paulistas. Ngm tá interessado nesse tipo de ‘argumento’

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  11. O artigo, que inicialmente parece até interessante, termina por caracterizar a incapacidade de diferenciação do autor. Todos os babacas são coxinhas, desde que não sejam os amigos ou correlatos ideológicos do autor. Esse é o típico argumento esquerdista medíocre; quem não participa da minha patotinha não é legal! Trata-se do extremo oposto e não menos pior tipo de caráter, aquele que depende sempre dos iguais para aprovarem suas idéias, hábitos e posturas diante da vida. Sendo assim, nesse caso, poderia se caracterizar pelo termo: empadão comunista!

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    • Perfeito! Trata-se de mais um desses termos ampliados (pq na época em que eu militava na esquerda, coxinha era sinal de “policial corrupto e covarde, que dá tapa na cara de pai de família e faz negócios com vagabundo da boca de fumo”) para abranger mais inimigos que volta e meia surgem na sociedade. Aquele negócio: petralha, JEG, PIG, reaça, fascista, comunista, esquerdopata, etc – tudo para tentar evitar o debate político, mesmo, caricaturando o adversário. Nossa época, em especial, é fértil de palavrões mas muito pobre de argumentos e estudos. É a cara do Brasil criar verdadeiras torcidas organizadas (com a mesma truculência) sobre QUALQUER assunto. Eu, mesmo, já fui bacana, cult, esquerdista e, portanto, “do progresso”, do bem e da emancipação humana (tem coisa mais cafona e piegas que isso?), mas hoje eu seria invariavelmente enquadrado em algum dos inúmeros atributos de um coxinha. Pode ter certeza que se você for anti-esquerda, não escapará. Eu até diria: trata-se de uma briga entre “coxinhas” (direita) e “pão-com-mortadela” (esquerda), em referência a essa falsa tara em ser sempre “do povão”. Nota-se que tais sujeitos raramente são “do povo”. Na maioria dos casos são tão endinheirados quanto os coxinhas aos quais tentam desdenhar, mas a necessidade cria o termo. Como somos “coxinhas”, não seremos lidos, mesmo, então está tudo tranquilo. No caso do autor, notei aí um certo ressentimento – certa “inveja” – do Leifert. O cara faz sucesso, tem uma esposa linda… recalque? rs Isso também não é nada “Rock n’ Roll”.

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      • Mas você não é do tipo Leyfert, é soninha! Não entendo o porquê de a “emancipação humana ser cafona e piegas” (inclusive usei no meu comentário). Você fala desses endinheirados q desdenham dos coxinhas pq você foi um deles, se dizia de esquerda mas rapidamente se conformou e encontrou conforto na posição de coxinha-soninha.

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      • Ora, ora! Pensou, talvez, que eu não viria aqui… kkkk Não, presado 1gnorante! Eu sempre fui pobre e continuo pobre, mas não de espírito e de cultura. Releia o meu comentário e verá que o contexto do termo “emancipação humana” está ligado à falsidade ideológica (de ideologia, mesmo, hehe) na minha afirmação. Mas com certeza você seria o maior coxinha aqui, pois quer ditar moral aos outros sem sequer saber ler o que dizem. Coxinha é assim: moralista e sempre colocando palavras na boca dos outros… tsc

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  12. Para nós curitibanos, “coxinha” é quem torce para o Coxa, ou seja, para o Coritiba. Não estamos nem ai para os paulistas e seus rótulos!!!

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  13. A galera ae é tudo coxinha e tudo playboy! Comunismo? Socialismo? Esquerda? Direita. Isso é dialeto de playboy tiu! Escola particular… pá… Pobre não sabe o que é isso. E outra! Os coxinhas são necessários poxa! Tu ia fazer o que com esse monte de gente alienada e essa realidade zuada e COFM (Capitalista e Ostentadora de Facebook Módafóquer). Em? Deixa a galera rir com o neymar, e sonhar com o castelo novo do carinha na quebrada. O Coxinha dá um pingo de esperança e uma fatia de momentos de sonhos em seu dia desprezível de trabalhador modus-operandi, cruel.

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  14. Fazer uso de um termo como “coxinha” é tão nocivo quanto qualquer outro que enderece pessoas com ideias menos liberais e mais esquerdistas (ex. “petralha”, que também é horroroso). Eu enxergo de ambas as partes uma tolerância cada vez menor à crítica e, portanto, um distanciamento enorme do diálogo. Esta cada grupo de indivíduos fechado sobre si mesmo. Arrogância e intolerância a críticas não são características exclusivas de “coxinhas”, psdbistas e afins; aliás, isso se vê cada vez mais na juventude esquerdista de um semestre de faculdade que se considera a salvação do mundo. Um bando de gente que se nega a discutir temas cotidianos com quem não tenha lido – ou pelo menos afirma que leu – a obra completa de Marx e que parece ter sua própria solução pra tudo. Uma geração que, me parece, é herdeira de pessoas que transformaram alguns aspectos da nossa sociedade através da discussão e diálogo. É com isso que deveríamos estar preocupados e é isso que tem acontecido cada vez menos. No que depender dessa mania estúpida de entitular as pessoas (“coxinha”, “petralha” etc) na tentativa infantil e arrogante de menosprezá-las e descreditá-las, o diálogo estará mesmo morto e não estaremos nos propondo a viver numa sociedade democrática. Nem o coxinha e nem você, que se acha super moderno.

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  15. cara, bacana o texto, mas sinceramente, o ser humano tem a sua própria característica,estilo de ser, de pensar,liberdade, livre arbítrio etc…..
    mas ficar rotulando é meio foda,porque vivemos num país que o povo reclama que não tem educação,mas não vai a escola,prefere trabalhar do que estudar,acha a novela e a televisão o livro sagrado,a estória de vida,ou manual da vida.
    Vive reclamando que não tem atendimento médico,ai temos a boa sorte de médicos de cuba virem para ajudar,ai fica 50%feliz,e 50% alegando que o pt esta roubando,escravizando os médicos,e demitindo os médicos brasileiros.
    acho que é um momento de indiferente qualquer coisa,nos unirmos para lutar contra essa corrupção,pensamento humano em prol do coletivo.
    sabe como eu descobri seu texto…
    uma pessoa leu, e publicou só coxinha vai protestar 7 de setembro, ou seja, ela não entendeu porra nenhuma do que você escreveu, e esta compartilhando……
    em nosso país além de escrever nossos pensamentos e opiniões, devemos desenhar,colocar gravuras,e torcer para as pessoas compreenderem
    abraxxxxx

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    • Você tá certíssimo. Infelizmente (ou felizmente), na Internet, você perde totalmente o controle sobre um conteúdo depois que você põe ele no ar. As pessoas usam aquele conteúdo da forma mais estúpida possível, em muitas oportunidades. E o que você disse é um exemplo didático disso.

      Abraço!

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  16. esse rótulo mais parece uma vontade de pertencer e não poder.Leonardo da Vinci reportava que a pior classe seria a média por não quere perntencer a pobre e não poder pertencer a rica provocando uma vida torturada com o rancor ehe

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  17. Sociologicamente, coxinha é a pessoa extremamente individualista. PRONTO! Dá muito bem pra identificar quem é assim sendo de direita, de esquerda, no cinema, na rua, na classe rica, na classe pobre…..fim de papo!

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    • Foi a melhor resposta que vi até agora. Essa dualidade que estraga; se é de direita, é coxinha, se é de esquerda, é o intelectual politizado e nobre. Perfeita colocação, meu caro! Disse pouco, porém, disse tudo.

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  18. Eu já tinha ouvido falar nesse termo coxinha mas não entendia, acho que as pessoas de outras partes do país não entende. Só fiquei sabendo agora porque pesquisei, no Mato Grosso ninguém usa esse termo, por isso a população daqui desconhece o significado.

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  19. O Coxinha é um almofadinha só mais um playboy que aliás o Brasil tem tanta mentalidade pobre e imatura que até quando pensa que é rico(porque o americano classe média é mais rico que todos os cus paulistanos).até pra enriquecer o brasileiro é escroto e os caras que ficam se atacando aqui só demonstra a pobreza e o preconceito e quanto o país está desunido por falta de respeito ao próximo.Comportamento animalesco que nem um cachorro vira latas faria melhor e maturidade de quinta série e categoria.Camarada aqui viajaram em tudo-moda-esquerda-direita o negócio é ofender por ofender.Vocês não perceberam que esse papo é só pra jornalista de merda sem o que fazer vender este site com propagandas.Têm de perceber rapaziada a pegadinha do malandro.

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  20. Segue o desabafo de um coxinha…

    Que saudade do governo do PSDB!

    Naquele tempo não havia trânsito caótico, os aeroportos estavam sempre vazios, os Shopping Centers eram mais bem frequentados, e quando eu pegava um avião, do meu lado sempre estava sentado alguém de nível sociocultural elevado.
    Hoje está um horror, o pobre pensa que virou gente!
    Outro dia fiz uma viagem para a Europa e puxei conversa com um senhor que sentava-se ao meu lado, depois de alguns minutos, perguntei-lhe sobre a sua profissão e a sua resposta me causou indignação, o coitado me disse que era zelador de um prédio e que estava indo conhecer a terra dos seus antepassados.
    Confesso que pensei em mudar de assento, mas tive que viajar indignado mesmo.

    No retorno ao Brasil voltei a me revoltar com o trânsito…, como podem permitir que porteiros de prédio, diaristas, encanadores, eletricistas e demais ‘BR’ (baixa renda) tenham o direito de adquirir automóveis? Isto deveria ser proibido por lei.
    Agora até catador de papel tem celular, computador e posta suas fotos na internet se misturando com pessoas de nível superior.
    Se eu pudesse eu estrangularia o Lula que prometeu que o seu governo traria ao trabalhador, ao menos, o direito de ter três refeições ao dia, mas ele extrapolou, os pobres mudaram de classe e estão invadindo o espaço que era só das pessoas de nível.

    Tomara que o PSDB ganhe as próximas eleições e acabe com a farra dos pobres, para que nós, a elite da sociedade, possamos voltar a gozar dos privilégios que os deuses nos reservaram.
    Volte FHC, volte FMI, voltem privatizações, voltem os engavetadores de CPIs, volte Paulo Preto, voltem Sanguessugas, volte lista de Furnas, volte a subserviência diante dos países poderosos…
    Mas como pobre não gosta de ser pobre, acho que quem vai voltar mesmo, vai ser o Lula.

    Paciência, vou mudar-me para a Switzerland (Suíça para quem não sabe).

    Eduardo de Paula Barreto

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    • Ptralha com dificuldade de interpretação da história. Longe de ter sido um bom governo, os anos do FHC permitiram ao Lula e ao Poste eleita fazerem seu laboratório populista e provarem q o discurso fácil de outrora está decadente, e olha no que deu. Aeroportos cheios, todo mundo com celular, com direito de adquirir carro novo, dentre outros, foi graças ao controle da inflação, privatizações das teles, abertura das importações e aumento da competitividade e desmonte de boa parte do cabideiro público q o PT insiste em manter. A história não vai ser escrita com essa sua opinião dissimulada da verdade e bem poderiam ser 16 anos passados em branco. Mas nem isso: serão 16 anos de populismo barato, obras superfaturadas e inacabadas, e os maiores e mais vergonhosos escândalos de corrupção da história brasileira.

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  21. Interessante. Gostei da leitura como entretenimento. Mas dizer que esse texto é “uma análise sociológica” é de uma prepotência quase “coxinhesca”.

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  22. Eu não supooooorto esses carros fuleiros com som altíssimo tocando FUNK com letras de baixo calão ou piradinhas da vida. Isso também é “ser” individualista. Falta de respeito com o gosto musical do outro, isto sim é ser COXINHA ! Aposto que quem escreveu este texto estudou pela cartilha do MEC e é um id.útil

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    • Uma das características fundamentais do Coxinha é não assumir sua coxinidade, desviando o foco de maneira a transferir as características a pessoas menos sucedidas como é o caso das pessoas q costumam ouvir funk com som altíssimo, que para compensarem seus carros “fuleiros”colocam seus sons altíssimos, só pra torrar mesmo a paciência dos Coxinhas. Outra coisa: Coxinhas não estudam pela cartilha do mec pq geralmente estudam em colégios particulares e tentam ridicularizar as pessoas q moram nas periferias e que estudam em escolas publicas.

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  23. Os “coxinhas” são malvados por serem individualistas, mas ser individualista a ponto de ligar um funk em último volume atormentando todos a seu redor é desculpável, afinal, se o cara é pobre ele ganha o green card da escrotidão.

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  24. Essas coxinhas sofrem é complexo de inferioridade pra ficar querendo se sentir superior em relação aos outros.
    Se você está feliz com você mesmo, do jeito que você, pra que isso?
    Ah, já sei, é a nossa sociedade que coloca na nossa cabeça que pra ser alguém você tem que consumir e ter muito. O quanto mais você tem, mais competente, e mais feliz. E quem não tem, incopetente, idiota.
    Então a mídia/sociedade é que faz nós termos um certo complexo de inferioridade?
    Bom, apenas divagando rs.

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  25. Texto ruim, críticas ainda piores. Não há nada de errado no individualismo, desde que se respeite o outro. O Estado só deve se meter em questões que digam respeito a pelo menos duas pessoas. Desde que você não prejudique ninguém, nada há de errado em ser individualista. Todos são individualistas, em maior ou menor medida; há quem diga que isso vem mesmo da seleção natural: sobrevivem os que sabem tutelar melhor seus próprios interesses. E ninguém pode ser forçado a fazer o bem para o outro, não se pode impor solidariedade.
    Para mim, absolutamente descabida a crítica que se faz àqueles que fazem caridade, supostamente, para aparecer, e com ar de superioridade. F. Nietzsche via o homem como alguém muito individualista, que só fazia o bem para os outros para “se sentir bem”. Mas imagine se todos fossem individualistas dessa maneira, fazendo o bem aos outros…

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  26. Você por acaso é o Léo Rossatto que eu conheço, da GPM? Se for, que puta coincidência, leio seu blog há um tempo e gosto bastante!
    Seja o Léo que for, parabéns! Textos muito bons e ótima disposição de conteúdo!

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  27. Se ser “coxinha” é a vontade subir na vida, buscando sempre conforto e o que chamam de “ostentação”, buscar sempre se vestir bem, estudar, ter uma família e buscar o máximo de conforto para ela, tudo isso sem querer ficar bancando o coitado e oprimido, ou usufruindo do assistencialismo do governo, que nada mais tira do bolso de quem tem para “redistribuir” para quem diz que não tem nada, então me enquadro no grupo de “coxinhas” e quero que meus filhos também cresçam sendo “coxinhas”. Afinal, não tenho nada contra este alimento maravilhoso, realmente as coxinhas são muito gostosas, quando são bem feitas.
    Acho melhor receber o nome de “coxinha”, do que receber o nome de PETRALHA, ESQUERDOPATA, COMUNA, LADRÃO, COITADISTA, ETC.

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  28. Pingback: #3 fatos sobre as eleições nas redes sociais | empreendendo.aprendendo

  29. Entendi… o oposto de coxinha é não ser politicamente correto e olhar antes pro outro que pra si. Realmente todo mundo é assim… que texto fraco!!! Ser bem sucedido é um crime. Ter dinheiro (ou tentar!) é crime. Que pensamento deturpado de parte da população!

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    • Haha! De onde você tirou isso? Os esquerdopatas é que são os fanáticos do politicamente correto. O termo coxinha não tem nada ver com opinião politicamente correta, essa afirmação ridícula é asneira desse autor que procurou agregar tudo de negativo que ele conseguiu imaginar pra denegrir pessoas que ele considera de classe social superior a dele, ou seja os mauricinhos metidinhos. Na realidade pessoas de classe social mais alta tem muito mais liberdade pra ostentarem opiniões que fogem do politicamente correto.

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  30. Qual o oposto de “Coxinha”? Vote abaixo!

    1) Um “Maninho”
    2) Um “Thug Wanna Be”
    3) Um “Ptralha”
    4) Um “Mensaleiro”
    5) Um “Vagabundo”
    6) Um “Esquerdista”
    7) Um “Recalcado”
    7) Um “Comunista”
    8) Todas anteriores
    9) Vai se fu*** coxinha
    10) Nenhuma das anteriores, especifique pra alegria da galera!

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    • O contrário do coxinha é o cidadão no seu mais amplo, universal e completo conceito: educado, politizado, respeitador das leis e regras e capaz – inclusive para reconhecer possíveis características coxinhas que nele possam aparecer.

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  31. O pior foi ler a matéria toda, acreditando que era uma informação, ou alguma colocação imparcial. Que pena foi apenas mais uma idiotice.

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  32. Nossa, Mas quanto recalque. Alguém anda se mordendo por não ser “coxinha”

    Além disso:
    “politicamente corretos”, dentro de sua noção deturpada de política, e nutrem uma arrogância quase intragável, com pouquíssima tolerância a qualquer crítica. (sic)

    Estranhei ele ter descrito o pessoalzinho de esquerda aqui.
    :-/

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  33. COXINHA

    Coxinha significa
    Aquela pessoa que fica
    Se achando da elite capitalista
    E cuja cabeça encolheu
    Porque o cérebro desceu
    Para o interior da barriga.

    Não é de se admirar
    Que fique difícil pensar
    Cercado por vísceras podres
    Por isso levantam cartazes
    E gritam com arrotos e gases
    Amaldiçoando os pobres.

    O coxinha quando se deita
    Rezando ao deus da direita
    O seu preconceito exala
    E enquanto seus dentes rangem
    Para a direita pede a casa grande
    E para a esquerda pede a senzala.

    O coxinha exige justiça absoluta
    Contra a esquerda corrupta
    Mas finge que não vê
    A corrupção que é praticada
    Pela direita dissimulada
    Liderada pelo PSDB.

    A esquerda tem muitos pecados
    Mas é melhor ser por ela representado
    Do que ser chamado de coxinha
    Porque a falta de conteúdo crítico
    É o que inspira os maus políticos
    A nos amassarem feito farinha.

    Eduardo de Paula Barreto

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  34. Pingback: Desconstruindo Coxinhas e Mortadelas – Desconstruindo

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